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um pouco da nossa grande história

Casegas, enquanto freguesia serrana da região da Covilhã, com mais de oito séculos de existência documentada, possivelmente com raízes ainda mais antigas. O topónimo é explicado sobretudo a partir da combinação entre casa/casal e o antropónimo Egas, ligado à lógica medieval dos “casais” rurais.

Já no século XII, Casegas aparece como território alargado, fértil e estratégico, integrado nas redes de poder senhorial e religioso (nomeadamente a Ordem do Templo) e ligado por uma antiga via de circulação e comércio.

Ao longo dos séculos, mantém importância administrativa e religiosa, surge em mapas nacionais e estrangeiros, vê nascer confrarias e estruturas religiosas próprias, e, mais tarde, uma das primeiras escolas do concelho.

Entre os séculos XIX e XX beneficia do impacto económico das Minas da Panasqueira, atinge um pico demográfico em meados do século XX, mas nos últimos decénios sofre um acentuado despovoamento, apesar das melhorias de infraestruturas no pós-guerra.

Hoje, o grande desafio histórico de Casegas é transformar esta herança num futuro de aldeia viva e habitada, e não apenas num lugar de memória ou turismo.

os seis principais marcos históricos de casegas

Origem antiga e via romana
(Via Covillianae)

 

Segundo Mário Saa, por Casegas passava a Via Covillianae, uma via romana que ligava Idanha e Covilhã a Tomar, facilitando o comércio de lã, carvão, azeite e sal.

A existência desta via e de uma antiga ponte (diferente da actual) sugere ocupação e importância do local já em época romana, muito antes da primeira documentação medieval.

Primeira referência escrita e integração na Ordem do Templo (1177 / século XII)

 

Um documento do século XVI transcreve uma doação de Soeiro Fromarigues à Ordem do Templo, onde Casegas já é mencionada em 1177, com o mesmo nome de base que mantém até hoje (apesar das variantes gráficas “Casagas”, “Caregas”, etc.).

O texto recorda ainda que D. Afonso Henriques já tinha doado Casegas aos Templários, integrando a freguesia na malha territorial de uma das mais poderosas ordens militares medievais.

Política de povoamento régio e tempo de D. Sancho I
(finais do século XII)

 

A formação de Casegas é enquadrada no contexto da política de povoamento do rei D. Sancho I, o Povoador, cuja acção na região da Covilhã se intensifica a partir de 1186 com a “restauração e povoação” apoiada por foral.

É um marco porque insere Casegas no grande movimento de estruturação do território português, com reforço de povoamento, exploração agrícola e organização administrativa.

Inquirições de D. Dinis (1288)

 

Em 1288, D. Dinis manda realizar inquirições em Casegas – e apenas noutra aldeia da região, Silvares.

Ser alvo de inquirições régias significa que Casegas tinha peso suficiente para interessar directamente à Coroa, quer do ponto de vista fiscal, quer no esclarecimento de direitos e propriedades, o que confirma a relevância da freguesia no final do século XIII.

Projeção cartográfica e reconhecimento internacional
(século XVI)

 

Casegas é uma das poucas terras da região a figurar no mais antigo mapa de Portugal, elaborado em 1561 por Fernando Álvares Seco, e volta a aparecer noutro mapa do mesmo século conservado em Florença.

Estar representada nestas cartas demonstra o seu reconhecimento enquanto ponto de referência no território, muito para além da escala local.

Do protagonismo religioso e educativo ao auge demográfico e modernização (séculos XVII–XX)

 

Em 1617 nasce em Casegas a confraria do Santíssimo Sacramento, mais tarde distinguida por uma bula do papa Urbano VIII (pontificado 1623–1644), reforçando a centralidade religiosa da aldeia.

Em 1773, por alvará régio de 11 de Novembro, é criada uma escola com professor de gramática latina e mestre de ler, fazendo de Casegas uma das primeiras aldeias do concelho com ensino organizado.

Já entre o final do século XIX e meados do século XX, a ligação às Minas da Panasqueira (abertas em 1896) e a agricultura local fazem a população crescer até 1819 habitantes em 1950, culminando depois, no pós-guerra, com a chegada de estradas, luz, água canalizada e esgotos. Este ciclo marca o ponto mais alto de dinamismo económico e demográfico, antes do declínio populacional recente.

Heráldica

Armas:

Escudo de prata, ponte romana de dois arcos de vermelho, lavrada de prata, firmada nos flancos e nascente de uma campanha de cinco burelas ondadas de azul e prata, a do meio carregada de uma truta de prata, realçada de vermelho; em chefe, duas espigas de milho de ouro, folhadas de verde.

Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “CASEGAS”.

Associativismo

Associação de Caçadores, Pescadores e Agricultores de Casegas

Bairro das Escolas
6225-107 Casegas

acpcasegas@gmail.com

Banda Filarmónica Caseguense

BFC Street Band

Bairro das Escolas
6225-107 Casegas

964 190 031 / 963 328 744

bandafcaseguense@gmail.com

Casa do Povo de Casegas

Rua da Quelhinha
6225-119 Casegas

cpcasegas@gmail.com

Centro de Cooperação Familiar

Rua Monsenhor Joaquim Alves Brás, 12
6225-134 Casegas

275 663 130

ccfamiliarcasegas@gmail.com

Centro Social e
Cultural de Casegas

Bairro das Escolas
6225-107 Casegas

275 663 382

centrosocialcasegas@sapo.pt
www.centrosocialcasegas.com

TORGA 
Associação de Produtores Florestais de Casegas

Rua da Quelhinha
6225-119 Casegas

geral@torga.casegas.pt
www.torga.casegas.pt